Mostrando postagens com marcador Dicas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Dicas. Mostrar todas as postagens

9 de set. de 2012

Culinária de sobrevivência - os lanches

Continuando no seguimento do último post, aqui ficam as fotos de algumas refeições dos últimos meses.

Os meus lanches variam muito conforme o que estou a fazer e onde estou. Na maior parte das vezes são barras proteicas que faço em casa. Ultimamente tenho-as congelado (embrulho-as em papel de alumínio e coloco dentro de um saco hermético no congelador) e para este tempo é bem melhor: chegam ao meio da tarde e ainda estão frescas e a textura permanece sem alterações. Vou variando a composição consoante o que quero, com mais ou menos hidratos de carbono ou gordura.

Um bolo proteico de banana


Se for treinar a seguir, como mais hidratos de carbono. Têm um efeito espectacular na força. Em termos de exercício aeróbio não me faz diferença, por isso não os como. Eu lido bem com poucos hidratos, não me sinto sem energia nem com tonturas nem nada do género mas não nego que podem ser preciosos se bem utilizados. As opções ficam pela batata doce ou bolachas de arroz com uma fonte qualquer de proteína.




Se estiver em casa faço um pudim ou bolo no microondas. A diferença é apenas o  tempo que está lá dentro e os ingredientes que uso sempre são proteína em pó e claras de ovo. Depois posso juntar farinha de linhaça, óleo de côco, côco ralado, batata doce ou abóbora triturada, canela, cacau, café. Quando não tenho proteína, quaisquer legumes e claras, queijo fresco ou fiambre servem.
O "bolo" feito no microondas





Os frutos secos também servem de lanche. Quando me dá as ganas dos doces (já não tenho muito disso...amestrei o meu cérebro!), normalmente vou ao chocolate preto Lindt (de 75% de cacau para cima) ou às barras Atkins.

Manteiga de amendoim feita em casa.

E é isto! Depois dos treinos de força tomo um batido de whey com ou sem qualquer fonte de hidratos de carbono consoante a fase e é só. Vou reduzindo os hidratos de carbono (que não são muitos) e aumentando a gordura ao longo do dia. De vez em quando meto umas peças de fruta aqui e ali. Como de 3 em 3 horas mais ou menos e posso dizer que sou melhor pessoa quando não tenho fome! hehe ;)

5 de ago. de 2012

Culinária de sobrevivência - os pequenos-almoços

Antes de mais nada: estou viva! Obrigado a quem se preocupou e exigiu mais receitas aqui neste cantinho!

Ora, novidades: este ano (lectivo) andei a mil, com pouco tempo extra-estudo e extra-estágios. Inesperadamente, com o stress deste ano tornei-me numa nódoa na cozinha. Descuidada, desarrumada, desajeitada, impaciente, a querer fazer 10 coisas ao mesmo tempo (mais 5 que o que faço habitualmente, pronto) e a coisa não corria bem. Houve até um episódio em que queimei uma panela cheia de carne estufada e só me apeteceu sentar-me no chão da cozinha a chorar! De vez em quando vinha aqui ver o que fazia quando ainda tinha (algum) tempo e ficava com aquela nostalgia...

Não é desta que venho para ficar...e os posts que se seguem são posts express, uma ideia gira que tive de postar as fotos do que comi nos últimos meses. 

Hoje o post é dedicado aos pequenos-almoços. Eu passei anos a comer cereais linha e fitness e essas coisas que diziam que não engordavam. Como falei noutro post, a quantidade de açúcar, os hidratos de carbono refinados e, pior, as minhas hipoglicémias matinais fizeram-me mudar radicalmente de ideias. Se comer cereais é aveia ou quinoa (às vezes farelo de trigo ou pão prokorn) e já é preciso ser um dia especialmente louco!

Outro ponto interessante é o efeito que a lactose tem na minha barriga. Lembro-me de ser miúda e ir para a escola de mochila às costas a rezingar com a minha mãe por me obrigar a beber leite! Quando fui para Lisboa cortei o leite e deixei iogurtes e o queijo. Melhorei. Mas ultimamente até isso deixa o meu cólon bipolar irritado. Eu adoro queijo fresco e requeijão! De vez em quando ainda como...mas sem dúvida que não me faz bem.

Outra coisa que vale a pena reflectir: a quantidade. Eu tenho fome de manhã. Daquelas que às vezes até dá dores de barriga. Não era uma porção (30g) de cereais linha e uma chávena de leite que me seguravam a fome.  Aqui está a grande revelação: eu sou uma pessoa das manhãs e nunca soube. Comer melhor de manhã e treinar de manhã revelou isso! Passei anos a estudar à noite, a adormecer tarde, a fazer a primeira refeição à hora de almoço (vida de estudante dos 3 primeiros anos da faculdade...), a fazer snacks pela madrugada fora (uma maçã, um iogurte, uma pêra, uma barra de cereais) e andava sempre com pouca energia. Acabou-se. O pequeno-almoço é a minha melhor refeição agora. E o período da manhã é a altura em que estou mais concentrada, principalmente se treinar logo cedo!

E agora, aqui vai disto! Alguns são mesmo enfarta-brutos mas seguiram-se a uma hora de exercício matinal a correr, aos saltos lá perto da minha rua (espectáculo muito bonito de se ver às 7 da manhã!) e a subir escadas. Ah, e não passam as 300 kcal (e a maioria os 20 g de hidratos de carbono).


 Ovos com legumes cozidos e hummus de feijão e iogurte grego (leva algum mas pouco feijão preto, iogurte grego, tahine, sumo de limão, cravinho, sal).

 Fluff de proteína de banana (com leite e gelo).

 Papas de aveia, farelo de trigo, sementes de linhaça, sementes de chia, proteína e morangos.
 Um dia inspirado: Leite de soja com café e pão integral com crème fraiche e doce de pêssego sem açúcar.
Fluff de proteína de chocolate e framboesas congeladas (com gelo, água e 2 claras).
Ovos (1 gema, 3 claras) com legumes, meia toranja e café.

A confecção com o tempo torna-se rápida. Nos dias mais apertados faço um fluff na Bimby, que é mais rápido. 
Não consumo muitos hidratos de carbono de manhã. Não preciso deles e, após várias experiências, em vez de me darem energia, fico mais mole. Ou então dão energia para uma hora e depois fico com fome. O meu pâncreas tem muita personalidade. Como hidratos de carbono antes dos treinos de força. Noto que tenho bem mais força se os consumir nesse horário...mas esperemos pelo próximo post, sobre os lanches! 

Até lá! ;)

4 de dez. de 2011

Reeducar o paladar

Nestes últimos meses andei a reeducar o meu paladar. Sim, o meu cérebro não há-de ser mais teimoso do que eu e acho bem possível que lhe comece a apetecer uma pratalhada de couves em vez de uma tarte de maçã, por exemplo! E quem me conhece sabe que eu adoro couves e tudo o que é verde!

Na verdade, nunca me deu assim grande tonteira por coisas muito doces mas a fruta era o meu ponto fraco. E a seguir a uma peça de fruta vinha outra...e depois da segunda vinha um apetite por qualquer coisa doce que normalmente ia de gelatina ou chocolate preto com 80% de cacau. Quando comecei a reparar que quanto menos coisas doces comia, menos apetite tinha por elas e que bastava uma colherzinha de adoçante num chá para reverter o processo, não dei tréguas aos meus (estimados) neurónios.

Numa de fazer uma experiência, tirei a fruta, as gelatinas, os adoçantes, os chocolates pretos 80% de cacau e tudo o que é doce da minha alimentação. Nem me custou assim tanto porque foi gradual: no início permitia-me uma toranjazita, um iogurte magro com sabor, um iogurte grego 0% com cacau magro em pó e nos dias mais chatos um quadradito de chocolate 80%. Andei desde Setembro a habituar-me e no último mês ciclei os hidratos de carbono: 3 dias com poucos hidratos e um dia com hidratos à fartazana (mas tudo à base de coisas integrais e pouco açúcar, uma ou outra peça de fruta). O resultado é surpreendente: sinto muito mais o sabor da comida e tenho as papilas gustativas tão sensíveis que até consigo achar os cajús e as nozes doces, enjoar-me com o sabor doce da cenoura cozida ou comer uma pratalhada de couves cozidas como se fosse a maior pratalhada de aveia e banana do mundo!

Em termos de energia estou óptima, em termos de cabelo e unhas podia estar melhor (mas também nunca fui grande coisa) e em termos de banha da cobra o resultado foi bom, muito obrigado!

Com isto conquistei várias coisas:

1) Melhor regulação da minha glicémia: nunca mais tive aquelas crises de hipoglicémia que tinha dantes (e eu nunca comi pouco, note-se. Comia "mal"- abusava em produtos refinados, tipo barras de cereais, bolachas Maria, tostas, que me cansavam o pâncreas!)
2) Acabei com a sensação de "falta aqui qualquer coisinha" que me aparecia frequentemente depois do jantar (e acabava por descarregar na fruta, para não descarregar em coisas piores)
3) Mais energia, principalmente de manhã (e se vos disser que o meu pequeno almoço não tem pão nem cereais talvez não acreditem)
4) Entrei numas calças que estavam aqui postas de lado (estas coisas nunca acontecem sem nenhuma intenção por trás, não é verdade?!) e sem perder a minha tão suada massa muscular (acho que até ganhei, mas não é certo!).

Aqui seguem algumas fotos com as minhas refeições. Já sabem que sou uma bruta a empratar (mas também não faço por melhorar isso)! Esta foi a saga desde Setembro até agora, com as primeiras fotos com mais hidratos de carbono, à medida que fui diminuindo até Dezembro.


Hamburgueres de perú grelhados com beringela refogada e grão cozido
As minhas eternas claras de ovo com canela
Coxa de frango no wok com legumes (alho francês), quinoa cozida, grão cozido e salada
Truta salmonada com legumes e laranja no forno

Bife de atum grelhado (com mostarda), couve ripada e salada
Bife de frango grelhado (com mostarda), couve-flor e salada

Daqui para a frente vou continuar nesta onda, mas adiciono um pouco mais de hidratos de carbono! Entretanto tenho de actualizar a foto da cozinheira que está ali ao lado, porque aquele bracinho está mais compostinho, ich allah!